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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Quatro dicas para diminuir o estresse no trabalho

O autoconhecimento, o pensamento positivo e a prática de exercícios podem ajudar a aliviar a pressão do dia-a-dia e evitar problemas como a Síndrome de Burnout

Durante a consulta, Celina, que atua como gerente da área de TI de uma instituição financeira, não sabia dizer exatamente quando os sintomas começaram porque fora algo progressivo, há meses sofria constantemente de dores de cabeça, insônia, sensação de exaustão e problemas gastrointestinais. Aliado a isso, o estado emocional de Celina com relação ao trabalho também não era dos melhores. Sentia-se irritada, pressionada pelo trabalho, tinha problemas com a chefia, trabalhava com prazos impossíveis de serem cumpridos, com uma equipe e um sistema falhos, o que a deixava com uma constante sensação de falta de eficácia e falta de esperança no trabalho. Por mais que se empenhasse, tinha a sensação de que nunca iria alcançar as metas estipuladas.

Com o tempo, foi adoecendo com mais facilidade, e as gripes, que antes eram facilmente controladas com analgésicos, agora a derrubavam na cama, e, nos últimos tempos, problemas cardíacos começaram a surgir obrigando-a a faltar no serviço e buscar ajuda médica. Mais tarde, conversando com seu médico, percebeu que seus problemas de saúde foram ocasionados pela exposição crônica a agentes estressores no trabalho. E foi assim que Celina conheceu a Síndrome de Burnout.
estresse no trabalho

A Síndrome de Burnout é um estresse relacionado ao trabalho que resulta da luta prolongada do paciente contra agentes estressores no trabalho, e está sendo cada vez mais estudada por conta de sua correlação com o baixo rendimento e comprometimento com a empresa, absenteísmo (falta no trabalho), aumento de acidentes no trabalho, intenção de deixar o emprego e alta rotatividade.

Os sintomas físicos do Burnout podem incluir dores de cabeça, transtornos gastrointestinais, tensão muscular, hipertensão, episódios de resfriado/gripe, distúrbios do sono, problemas cardíacos, dor lombar, ansiedade e depressão.

Na área de serviços, o Burnout é composto por três elementos principais:

· Exaustão emocional: caracterizada pela falta de energia e sensação de esgotamento dos recursos emocionais.

· Despersonalização: marcada pelo tratamento dos clientes como se fossem objetos e não pessoas.

· Não realização profissional: caracterizada pela tendência de avaliar a si mesmo de forma negativa.

Pesquisas apontam que a questão emocional é de grande importância na vivência do estresse. A pesquisa de Sheena Johson e cols (2005) mostrou que algumas profissões como policiais, professores, enfermeiros e até mesmo Call Center, podem ser mais vulneráveis ao estresse por serem profissões que exigem: 1) interação direta ou por telefone com clientes; 2) as emoções mostradas nesses empregos têm por objetivo influenciar as atitudes e comportamentos de outras pessoas; e 3) a demonstração dessas emoções devem seguir regras. Em outras palavras, todos eles devem manter a calma, serem cordiais e mostrarem autocontrole. Outros estudos apontam para o fato de que essa dissonância emocional, que é sentir uma coisa e ter que demonstrar outra, pode resultar em sensações de hipocrisia, levando à baixa auto-estima e até mesmo à depressão.

Entretanto, os estudos também apontam que a propensão ao estresse não é igual para todas as pessoas. Algumas serão mais e outras menos atingidas, e outras não sofrerão estresse. O que diferencia são os traços de personalidade e os recursos internos que as pessoas possuem para lidarem com as adversidades do trabalho, esses recursos serão mais eficientes quanto maior for o conhecimento de si mesmo.

Portanto, a boa notícia é que boa parte da solução também pode estar ao seu alcance, ou seja, você pode amenizar o impacto negativo dos problemas relacionados ao trabalho sobre sua qualidade de vida física e psíquica.

É claro que não há fórmula certa contra o estresse, justamente por ser um conjunto de variáveis externas (relacionados ao ambiente) e internas (relacionado às questões psíquicas) que nos torna mais ou menos vulneráveis ao estresse. Mas é possível adotar algumas medidas que auxiliam na manutenção da saúde contra o estresse, seguem algumas dicas:

· Pratique exercícios: o estresse lesa menos pessoas fisicamente ativas. Procure fazer algo que sinta prazer: caminhadas leves, natação, ginástica localizada, yoga, etc.

· Tenha um hobby: caso o seu trabalho não lhe proporcione prazer, mas você se sente impossibilitado de sair imediatamente por questões financeiras, uma saída é desenvolver um hobby. É preciso encontrar prazer de alguma forma no trabalho, o hobby seria uma espécie de segundo trabalho, onde a pessoa pode focar a atenção sem tantas interrupções, em ambiente mais controlado e encontrar prazer no próprio processo do trabalho. Já vi vários casos em que o hobby se tornou profissão. Pense nisso!

· Procure pensar positivo: tenha consciência de que preocupação demais não solucionará o problema. Criatividade só vem quando a mente está tranqüila.

· Conheça a si mesmo: só assim você descobrirá as melhores formas de lidar com as adversidades da vida e superar os desafios de forma mais positiva e sadia. Lembre-se que todos nós temos problemas, o que diferencia é a forma de lidar com os eles.

Fonte: Meiry Kamia - é psicóloga, Mestre em Administração de Empresas, consultora e palestrante. Diretora da Human Value Consultoria, Meiry desenvolve palestras e treinamentos vivenciais utilizando técnicas lúdicas diferenciadas que contribuem para o auto-conhecimento e mudança de comportamento. www.meirykamia.com.br

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cinco maneiras infalíveis de se tornar um líder odiado

Lideranças ditatoriais existem em todos os lugares e utilizam mecanismos que podem levar uma empresa - e o líder - à ruína

No Brasil, o modelo foi derrubado no final da década de 80. No Oriente Médio e norte da África, os levantes populares contra os presidentes vitalícios estão sendo movidos a tuítes e curtidas, e cada vez mais as lideranças ditatoriais percebem que as pessoas não precisam mais de líderes absolutos, e que os modelos de gestão participativa são bem melhores do que o autoritarismo.

Nos últimos meses, o presidente líbio deposto, Muammar Gaddafi, vem enfrentando uma crise sem precedentes no seu governo que, para quem acompanha de longe, parece uma revolução súbita. Após 42 anos no poder, assistiu ao levante armado de rebeldes que, com a ajuda oportunista da OTAN, conseguiram tomar a capital Trípoli e afugentaram o então presidente, agora foragido. As atitudes de Gaddafi, mesmo durante a explosão da guerra civil, provocaram revolta até nos seus próprios ministros de governo, alguns dos quais preferiram o exílio a compactuar com as ações extremamente hostis dos aliados.

Mas não são apenas as lideranças governamentais que são tentadas a impor normas ditatoriais aos seus liderados. Esse modelo se reproduz de maneira bastante comum nas empresas, pequenas ou grandes, e pode trazer consequências mais graves do que a simples indisposição da equipe em relação ao líder: pode arruinar tanto a liderança quanto a própria empresa. "É uma ilusão, acreditar que se mantém a credibilidade pela força, isso não existe", alerta a coach e consultora Dulce Ribeiro.

Baseados no livro "O que Precisamos Saber Sobre Liderança" (James M. Kouzes e Barry Z. Posner; Campus/Elsevier, 2011), elencamos cinco atitudes identificadas em governos autoritários que devem ser tomadas de imediato - caso o líder ou gestor deseje se tornar odiado pela sua própria equipe.

1. Separe a atitude do discurso

A liderança deve transmitir mais do que ordens, deve trasmitir valores. Portanto, a lógica de falar uma coisa e agir de forma contrária não convence. "O importante é ter coerência entre discurso e prática no velho estilo: 'façam o que eu digo e o que eu faço'", explica Dulce.

2. Tente manter o status a todo custo

Muitas vezes é preciso alguma crise ou desentendimento para que uma empresa ou setor possa se desenvolver. Mas alguns líderes preferem evitar ou 'amenizar' situações assim para manter o status, inclusive tomando medidas injustificáveis, como tutelar e vigiar a imprensa para evitar ou controlar o clamor popular e manter uma situação de aparente paz, típico das ditaduras. Atitudes assim são insustentáveis e com o tempo passam a produzir um efeito contrário ao esperado.

"Controle é algo cansativo, improdutivo e ilusório. Aparentemente eles [os conflitos] podem sumir, mas permanecem na forma de absenteísmo, boicote, retrabalho e violação de regras. De alguma forma, a raiva gerada na equipe pelo medo ou dificuldade do líder de enfrentar uma crise ou desentendimento, poderá outorgar-lhe descrédito e desconfiança", afirma Dulce.

3. Esqueça o aprendizado

Alguns profissionais, sobretudo os mais experientes, podem se acomodar depois de vários anos de serviços prestados à empresa. Após atingir um certo grau de status e uma posição, acha que já fez de tudo e agora só tem a ensinar aos seus liderados. Apoiado nesse engano, ele pode perder o posto para um jovem profissional, atualizado, inteligente e agressivo, que busca rápida ascensão profissional. Para Dulce, "a liderança é um aprendizado consciente e se desenvolve no dia a dia".

4. Mude os valores e compromissos anteriormente assumidos


Cotidianamente vemos pessoas serem alçadas à condição de líder ou gestor ao assumir determinados compromissos, notadamente ligados à honestidade e outros valores benéficos. Mas a imagem desse líder cria rachaduras à medida em que ele passa a se deixar levar pelas circunstâncias externas e abandona os compromissos que ele firmou com os seus liderados. Dulce lembra que os valores podem ser atualizados, mas nunca mudados: "se a seriedade é um valor para determinado líder isso poderia significar, há 20 anos, o 'pagamento do salário em dia'. Hoje, essa premissa não é mais um diferencial de seriedade para as grandes empresas, pois é indiscutível. Assim, o significado do valor seriedade poderá ser atualizado para 'cumprir o que promete', por exemplo. Se o compromisso for mudado é preciso ser declarado para conseguir o apoio e a compreensão da equipe".

5. Tente manter a credibilidade pela força

Se o líder seguiu atentamente os passos anteriores, certamente chegará a este último com ânimo, uma vez que ele quer, afinal, manter o controle e respeito da equipe, se não pela credibilidade que não tem, ao menos pela força. "Credibilidade se mantém pelo exemplo, pelo fato de se cumprir o que foi prometido e pela capacidade de acreditar nos outros, aceitando as diferenças. Um líder controlador e autoritário é um verdadeiro desastre para a equipe e para a empresa", pontua a coach.

Mas, se você chegou até aqui e percebeu que, enquanto líder, precisa reaver a confiança da equipe, saiba que nem tudo está perdido ainda. "Ao identificar e aceitar essa realidade ele [o líder] já está demonstrando um certo nível de consciência, o que é fantástico", acredita Dulce. Para ela, o melhor caminho para tentar reparar todo o estrago causado junto à equipe é o diálogo. "Ao fazer isso, a liderança poderá recuperar a sua credibilidade e manter-se fiel ao combinado com a equipe através de ações concretas que demonstrem mudanças de atitude efetivas", finaliza.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Saiba quais são as empresas que oferecem as melhores oportunidades de carreira

Site norte-americano lista 25 companhias onde os profissionais acreditam ser as melhores opções para iniciar a carreira

Quando o assunto é oportunidade de crescimento de carreira, a rede social profissional Glassdoor listou as 25 companhias internacionais que melhor suprem esse tipo de anseio profissional.

Falando das 10 principais empresas da lista, está localizada em primeiro lugar a consultoria norte-americana Boston Consulting e, em segundo lugar, sua concorrente, a Bain & Company. Ambas as empresas possuem escritórios no Brasil.

Consultoria estratégica
Em relação à Boston Consulting, focada em consultoria estratégica para as empresas, o site glassdoor.com mencionou entre as vantagens em se trabalhar nela a presença de plano de carreira claro, equipes compostas por pessoas inteligentes e a grande disponibilidade de recursos que ajudam no trabalho de cada um.

A empresa também oferece treinamento, ensinando uma série de habilidades consideradas muito úteis pelos profissionais. Por outro lado, foram mencionados como pontos negativos eventuais projetos “chatos”, que são mais voltados à gestão do que a estratégia.

A Bain & Company, listada em segundo lugar e que também oferece oportunidade no Brasil, tem como ponto de destaque o trabalho voltado para problemas realmente interessantes e importantes. A alta gama de treinamentos formal e informal também ajudou a empresa a conquistar tal posição. Como ponto desfavorável, foi citada a elevada carga horária de trabalho.

Nestlé e Facebook

A lista também contempla empresas como a Nestlé Purina e o Facebook. No caso da Nestlé, os pontos fortes da empresa estão relacionados sobretudo com o ambiente altamente descontraído e a liberdade que os profissionais têm para tomar decisões. Mas toda essa descontração também acabou entrando na lista de elementos que desfavorecem a empresa. “Com o ambiente muito descontraído, às vezes é difícil obter respostas dos profissionais”, observaram os entrevistados.

Em nono lugar, com um ambiente profissional avaliado como extremamente livre, se posiciona o Facebook. A lista de elementos favoráveis ao Facebook é longa, contemplando a alta presença de pessoas inteligentes e os grandes desafios que estimulam as pessoas a se superarem a cada dia. Do lado negativo, os profissionais avaliaram que as expectativas profissionais na empresa são muito altas, sendo um ambiente interessante apenas para quem ama trabalhar.

Veja a lista com as 10 empresas que oferecem as melhroes oportunidades de crescimento:

Melhores empresas para crescer na carreria:

 Posição          Empresa                         Sede
      1          Boston Consulting              Boston
      2          Bain & Company               Boston
      3          McKinsey & Company      Nova York
      4          Keller Williams                   Austin
      5          Nestlé Purina PetCare        Saint Louis
      6          Accretive Health                Chicago
      7          Edelman                            Chicago
      8         Sheetz                                Altoona
      9         Facebook                          Palo Alto
     10        Goldman Sachs                  Nova York
Fonte: Glassdoor

A pesquisa
O site norte-americano organizou a lista seguindo o feedback dos funcionários das empresas. Cada profissional respondeu a um questionário com 20 perguntas, que abordavam temas como ambiente de trabalho, liderança, motivação, comunicação e oportunidade de carreira.

Ao longo de um ano, mais de 150 mil profissionais deram notas para o grau de satisfação de trabalhar na companhia,  de acordo com as oportunidades para crescimento na carreira.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Oito sinais que podem indicar que você será demitido


Várias podem ser as justificativas para uma demissão, desde o comportamento do colaborador até mudanças estruturais nas empresas. Mas uma coisa é fato: quase sempre, dependendo do motivo, o colaborador não é informado nem percebe que perderá o emprego

Uma pesquisa realizada pela Curriculum aponta que os dois principais motivos pelos quais empresas demitem seus colaboradores são o baixo desempenho ou comportamento inadequado. Segundo o levantamento, as duas situações, juntas, respondem por 62% das demissões. Bem, mas o que são os outros 38%?

Várias podem ser as justificativas para uma demissão, desde o comportamento do colaborador até mudanças estruturais nas empresas. Mas uma coisa é fato: quase sempre, dependendo do motivo, o colaborador não é informado nem percebe que será demitido. Só que, segundo o presidente da Curriculum, Marcelo Abrileri, é possível o funcionário identificar através de alguns sinais que seu emprego está ameaçado. Veja abaixo uma lista com os oito principais indícios que ele considerou:

1) Redução de responsabilidades

Quando se percebe que os papéis do profissional estão sendo restringidos de maneira programada, significa que a esfera de atuação dele está sendo reduzida. Ausência de responsabilidades e novos projetos podem ser sinal de uma possível demissão. No caso de pessoas da esfera gerencial, quando deixam de ser convidadas para reuniões estratégicas à continuidade das suas funções, é sinal que estão sendo afastadas das decisões e também um indício de redução do papel delas dentro da organização. Novamente pode ser também sinal de desligamento do funcionário.

2) Reestruturação e mudanças

Em momentos de reestruturação de equipes e demissões, poucos são os empregados que estão imunes. São eles apenas os que conduzem os processos de reestruturação. As primeiras áreas a sofrerem cortes muito comumente são a comercial e a de marketing. Diante da necessidade de redução ou otimização de custos, é muito comum a aplicação de métodos como downsizing, reengenharia de processos, além da terceirização de algumas atividades. É frequente ocorrer grande número de demissões com estes processos.

3) Negócios ruins para a empresa

É a situação difícil e clássica em que a companhia, mesmo considerando bem seus colaboradores, vê-se obrigada a realizar cortes. Nessa hora, há de se avaliar onde serão realizados os cortes, pois eles podem ocorrer em áreas de diretoria e até mesmo num departamento inteiro que seja pouco ou nada lucrativo.

4) Venda da empresa

Na maior parte das vezes quando há venda da companhia, acaba ocorrendo mudança de diretoria e de gestores. Neste caso, é necessário verificar se o novo gestor já tem um time anterior de que gosta e com quem está acostumado a trabalhar. Em caso positivo, é necessária atenção, pois talvez ele tenha em mente uma equipe com quem já trabalhou, podendo haver substituições.

5) União com outra empresa

Em caso de merge (união de duas companhias), além da possível mudança da diretoria e dos gestores, há também, em muitos casos, mais pessoas com características e competências similares. Também é bastante provável que apenas uma parte destas pessoas continue trabalhando na empresa.

6) Atribuição de tarefas de pouca importância

Quando o colaborador começa a receber tarefas com pouca importância, ou sem nenhum objetivo ou sentido definido para o negócio da companhia, pode ser um sinal de que este empregado já não está mais alinhado com a equipe, o que pode também ser um indício de demissão à vista.

7) Anúncio de vagas na mesma posição do atual funcionário

Se isso acontecer e nenhuma expansão de equipe foi comunicada, pode ser um sinal de que a posição do profissional no organograma pode vir a ser preenchida por outra pessoa. Muita atenção nesta hora.

8) Conflitos com equipe e chefes

Se nem a equipe nem o chefe estão em harmonia com o profissional, este pode ser um indício de que as coisas não estão indo bem. O problema pode acabar sendo resolvido com uma demissão. Portanto, é necessário que a pessoa tome cuidado, evitando assumir posturas conflitantes.

"Buscar uma nova recolocação profissional é algo extremamente lícito e saudável, quando realmente o candidato não vê mais futuro dentro da empresa ou não deseja mais continuar nela. No entanto, se este não é o caso e ele deseja permanecer no emprego atual, ele deve dar o melhor de si. Isso deve estar alinhado com o desejo da companhia em retê-lo", conclui Abrileri. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Como funciona a triagem mesmo?

Entenda o que acontece em cada etapa da seleção de trainees e saiba o que fazer e o que não fazer para ter mais chances na disputa.

O segundo semestre é o período em que ocorre a maioria das seleções dos programas de trainee, que, em geral, duram até quatro meses. Cada empresa, auxiliada ou não por uma consultoria de recrutamento, elabora seu programa de acordo com as expectativas em relação aos candidatos, à abrangência e ao número de inscritos. O roteiro que apresentamos a seguir corresponde às etapas de cerca de 90% dos processos seletivos para trainee, de acordo com Viviane Ovanessian, gerente de projetos da Cia de Talentos. O modelo inclui ainda novidades que eventualmente aparecem.

INSCRIÇÃO

É o primeiro contato com a empresa. São avaliados os quesitos básicos que tornam o candidato elegível ou não para o programa. A graduação em uma universidade de ponta já não é tão importante como antigamente. No entanto, vivência fora do Brasil e fluência em inglês ainda pesam bastante para a aprovação para a próxima fase. Experiência profissional não exclui candidatos e pode até ajudar na efetivação, ao fim do processo, dependendo da função a ser exercida.
Prazo para inscrições: de 20 a 40 dias
Tempo de resposta: em até 7 dias

TESTES ONLINE


Atualidades
Avalia se o candidato está informado sobre os fatos mais importantes em nível regional, nacional e internacional. Ser bem informado em assuntos diversos é fundamental para o bom desenvolvimento dos negócios de qualquer empresa.

Raciocínio lógico
Apresenta questões que avaliam os raciocínios lógico, espacial e matemático do candidato em perguntas com alternativas corretas e erradas. Observa-se, sobretudo, o bom senso para resolver problemas.

Língua estrangeira

O inglês continua sendo o idioma mais pedido nos testes, não só porque muitas companhias têm negócios no exterior ou planos de se expandir para outros países, mas também porque essa língua é fundamental para o uso de muitos equipamentos e softwares. O espanhol também começa a aparecer nos pré-requisitos dos processos seletivos por causa da crescente integração do Brasil com os países vizinhos.

Português
Poucas empresas têm pedido avaliação desse quesito, mas, quando o fazem, é para aferir o grau de correção com que o candidato se expressa em sua língua nativa e sua capacidade de entender textos e informações. São testadas questões gramaticais e de interpretação de texto.
Tempo de resposta: de 7 a 25 dias

ETAPA PRESENCIAL


Dinâmica de grupo
É o primeiro filtro a avaliar o comportamento do candidato. No início, cada um faz uma apresentação de si e, em seguida, todos partem para o desenvolvimento de tarefas ou discussão de cases sobre algum problema relativo aos negócios do segmento. São observados o processo de tomada de decisão e a construção de relacionamentos com os outros integrantes. Nessa fase, vestuário e vocabulário são analisados. A dica é usar um traje confortável, mas profissional. Isso exclui peças como camiseta regata e minissaia.

Tempo de resposta: De 1 semana a 2 meses, dependendo do número de candidatos que a empresa avaliou nessa etapa. Mesmo quem não for selecionado deve ser avisado. Geralmente, informa-se qual o tempo máximo para responder sobre a aprovação ou não, o que acontece quase sempre por e-mail.

Prova oral de inglês

Avalia a capacidade do candidato de se comunicar em idioma estrangeiro. Segundo Viviane Ovanessian, da Cia de Talentos, o vocabulário sobre questões técnicas com relação à empresa não é uma premissa e, geralmente, não é avaliado durante o teste. O mais importante é ser rápido nas respostas e mostrar fluência no idioma.
Tempo de resposta: o resultado é comunicado ao candidato logo após a prova.

Painel de negócios

Na maioria das vezes, essa etapa é realizada na sede da companhia, na presença de gerentes de RH e diretores. Um case ainda mais complexo sobre a área de atuação da empresa é apresentado. Avalia-se a capacidade do candidato de analisar problemas e propor soluções e observa-se o grau de adequação dele aos valores da organização. Para levar vantagem, é essencial pesquisar sobre a cultura da corporação.
Tempo de resposta: de 1 dia a 2 semanas

Entrevista

Após o painel de negócios, costuma ser realizada uma entrevista individual. Nesse caso, um diretor é quem conduzirá a conversa, que pode até servir como critério de desempate entre candidatos. Nessa etapa, são observados os conhecimentos do jovem sobre as funções que deverá desempenhar, sobre o negócio e sobre a companhia. Por isso, informe-se ao máximo sobre o segmento e os planos da organização e deixe claro por que se identifica e se sente motivado a ingressar no grupo.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Plano de carreira deve ser elaborado ainda antes de entrar na faculdade

Projetar o futuro profissional evita frustrações, além de ser um atitude econômica, pois ajuda a tomar as decisões certas 

Nem sempre os jovens sabem exatamente qual profissão querem seguir e, os que acham que sabem, nem sempre compreendem, na prática, o que é ser um engenheiro, uma advogado, um médico ou qualquer outro profissional. A sugestão, no entanto, é fazer um plano de carreira, ainda antes de entrar na faculdade.

O plano de carreira vai atuar basicamente em três vertentes, avaliando a vocação do estudante, seu perfil comportamental e medindo a empregabilidade da profissão escolhida, evitando frustrações futuras, dada a atual realidade do mercado de trabalho.

De acordo com Marcos Garcia, da Serhumano Consultoria, sentar e planejar a carreira também é uma atitude econômica. “É importante para saber quais são as ações certas a tomar, ajudando a não gastar dinheiro com coisas que não vão levá-lo a lugar nenhum”, pondera Garcia.

Limitando os erros

Claro que nenhum plano de carreira consegue fazer com que as pessoas acertem cem por cento, mas os benefícios são, sim, muito claros. Garcia observa que a maioria dos jovens que vão buscar um teste vocacional está “perdida”. Por conta disso, a decisão sobre qual carreira seguir acaba sendo influenciada na maior parte das vezes pelos seus pais, de forma direta ou indireta.

Na forma direta o pai pressiona, ou mesmo obriga, seu filho a seguir uma determinada carreira; na forma indireta, o filho acaba seguindo a carreira de um dos pais por ser um dos poucos exemplos profissionais com que teve contato. De uma forma ou de outra o resultado não será positivo.

Então, sentar e projetar o futuro, avaliando suas características comportamentais, seu perfil profissional e observando melhor as exigências de cada profissão ajuda a evitar ter que trocar de graduação no meio do curso e perder tempo com especializações que não vão agregar em nada. “Quando começamos a planejar mais cedo nossos passos profissionais, as nossas escolhas e decisões poderão ser mais assertivas”, pontua Alexandre Guedes, diretor da Geara & Guedes Coaching e Consultoria Organizacional.

Vantagem competitiva

Além de limitar os erros, entender a importância do planejamento prévio ajuda o indivíduo a se tornar um profissional mais rápido. Quando você já sabe o que quer e está no caminho certo, você tem tempo para se dedicar a elementos que vão potencializar o seu sucesso.

O objetivo fundamental do plano de carreira é aumentar vantagem competitiva, preparando a pessoa, antecipadamente, para posicionar-se de maneira mais adequada no mercado de trabalho. "Com um plano o jovem conseguirá enfrentar, de maneira competitiva, outros profissionais que estejam eventualmente buscando uma inserção no mercado”, explica Guedes.

Indo além

O plano de carreira também é sugerido, pois ele tem o poder de ir além dos testes vocacionais. Ele não se restringe a dizer se o estudante tem que seguir uma carreira na área de humanas, exatas ou biológicas. Um bom plano de carreira, além de sugerir a área que o jovem possivelmente terá sucesso, tenta compreender se o jovem tem as competências necessárias para ser um profissional de sucesso naquela área.

Caso o estudante esteja determinado a seguir uma profissão, com o plano ele já consegue visualizar quais as competências que ele tem deficiência e pode, desde cedo, começar a desenvolvê-las.

Outra questão chave que o plano de carreira vai abordar é a diferença entre o que é uma profissão e o que é ser um profissional. Os consultores percebem que a inexperiência dos jovens é ainda mais sentida quando são levantadas questões como hierarquia, ética e permitir ser ajudado. Ser um profissional, portanto, é entender as exigências e pressões inerentes ao mercado de trabalho.

Networking desde já!

Os consultores concordam que construir uma rede de contato é essencial e deve ser iniciada o quanto antes. O período acadêmico deve ser aproveitado ao máximo nesse sentido. Professores e colegas de faculdade podem ser extremamente úteis futuramente.

As redes sociais também não devem ser descartadas. Garcia recomenda usar a ferramenta não só como uma fonte de lazer e entretenimento, mas também de forma séria, cultivando relacionamentos interessantes, criando novos contatos e buscando discutir ideias.