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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Mais da metade dos brasileiros trabalha além de 8 horas ao dia

De acordo com estudo, no Brasil, 43% dos profissionais trabalham de nove a 11 horas por dia; no mundo, a média é de 38%

Mais da metade dos profissionais brasileiros trabalha além de 8 horas por dia, segundo revela pesquisa realizada pela Regus – empresa especializada pelo fornecimento de espaço de trabalho flexível.

De acordo com o estudo, no Brasil, 43% dos profissionais trabalham de nove a 11 horas por dia, sendo que, no restante do mundo, a média é de 38%. Além disso, por aqui, 17% trabalham mais de 11 horas, enquanto 33% trabalham de sete a nove horas e 7%, menos do que sete horas diárias.

Homens e mulheres

Por gênero, as mulheres estão menos propensas a trabalhar mais de 11 horas do que os homens, já que apenas 3,8% delas trabalham mais de 11 horas por dia, enquanto que, entre eles, este percentual é de 20,4%.

“As mulheres parecem estar menos propensas a trabalharem mais horas por dia, provavelmente porque há mais chances de trabalharem meio período. Por outro lado, colaboradoras de pequenas empresas geralmente trabalham mais horas por dia do que funcionárias de grandes corporações”, ressalta o diretor-geral da Regus no Brasil, Guilherme Ribeiro.

Trabalho remoto


No que diz respeito ao trabalho remoto, acrescenta Ribeiro, o estudo mostra que existe uma indefinição entre os limites do trabalho e a vida pessoal, em casa, sendo que 46% dos profissionais brasileiros levam trabalho para terminar em casa, mais de três vezes por semana. A média mundial é de 43%.

Se comparados com as pessoas que trabalham no escritório, os profissionais remotos no Brasil levam trabalho para casa com mais frequência, sendo esta resposta apontada por 59%, contra 22% dos funcionários com local de trabalho fixo.

Assim como no Brasil, no mundo, o percentual de profissionais remotos que levam trabalho para casa é de 59%, enquanto que a média global de profissionais com local de trabalho fixo na mesma situação é de 26%.

Sobre as horas de trabalho, 14% dos que trabalham remotamente estão propensos a dedicarem mais de 11 horas às suas atividades profissionais, percentual que cai para 6% entre os que trabalham em locais fixos. Ainda assim, aponta o estudo, o trabalho remoto tende a ser mais produtivo.

“As empresas que possibilitam aos seus funcionários trabalharem mais perto de casa e administrarem seu tempo com mais independência irão conseguir uma diminuição do estresse. E, com isso, ganharão uma equipe mais produtiva, comprometida e saudável”, finaliza Ribeiro.

sábado, 15 de outubro de 2011

Facebook ou Linkedin: qual a rede mais utilizada pelos recrutadores?

No Brasil, a rede social de Mark Zuckerberg funciona como complemento na busca por novos talentos

As redes sociais cada vez mais fazem parte das vidas das pessoas e, dessa forma, acabam sendo ferramentas importantes para auxiliar quem busca por uma oportunidade no mercado de trabalho. Entretanto, são diversas as redes disponíveis, o que faz surgir a pergunta: qual a mais utilizada pelos recrutadores?

De acordo com pesquisa realizada pela consultoria especializada em recrutamento, Potentilalpark, a resposta para tal questão depende da posição a ser ocupada pelo profissional. Quando se trata de busca para cargos de liderança, por exemplo, as empresas ainda preferem utilizar o Linkedin; já se o objetivo é contratar novos talentos, nos Estados Unidos, Europa e Ásia, o Facebook é mais indicado.

Ainda segundo o levantamento, a preferência pelo Facebook para buscar novos talentos passa pelo fato da rede ser a mais utilizada pelos jovens profissionais, ser gratuita e permitir maior interação com o recrutado.

Brasil
No Brasil, entretanto, a rede social de Mark Zuckerberg funciona como um complemento para os recrutadores, visto que estes utilizam, sobretudo, o Linkedin para buscar novos profissionais, conforme análise do headhunter e presidente da Junto Brasil Fast Recruitment, Ricardo Nogueira.

“O Facebook, e também o Twitter, funcionam como complemento para o recrutador ver como a pessoa interage além do trabalho, com familiares e amigos (…) O Linkedin é mais utilizado pelos recrutadores devido ao foco corporativo”.

Apesar da importância das redes sociais, Nogueira ressalta que um bom perfil no Facebook, ou mesmo no Linkedin, não é garantia de emprego, sendo que a pessoa deve se preparar para a entrevista, para o contato pessoal.

Mesmo assim, o headhunter dá algumas dicas para quem quer se tornar interessante nas redes:
  •     Fale sempre a verdade;
  •     Seja realista;
  •     Tenha informação de mercado;
  •     Mantenha um bom networking;
  •     Invista em formação acadêmica;
  •     Saiba destacar o histórico profissional;
  •     Saiba se relacionar com as pessoas.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Levantamento mostra que executivos financeiros são os que mais desejam trocar de empresa

Pesquisa apontou que 58,6% dos executivos querem se manter até no máximo três anos nas empresas em que atuam

Um estudo realizado com 770 executivos revelou que 58,6% dos profissionais que atuam na área financeira querem permanecer vinculados com o atual empregador por mais três anos, no máximo. A pesquisa foi realizada pela DBM, consultoria internacional especializada em transformação e transição de indivíduos e organizacões, e também apontou que a média dos executivos de todas as áreas que querem deixar as organizações atuais em menos de três anos é de 45%.

Os executivos financeiros lideram o desejo de troca de empregador, sendo seguidos de perto por profissionais da área jurídica – com 54,5% – e por profissionais de vendas – 53,53% dos executivos com intenção de ficar no máximo mais três anos na organização em que estão. No curto prazo, o desejo de mudança dos executivos financeiros também é alto: 24,4% dos entrevistados da área informam que gostariam de permanecer menos de um ano na atual empresa, o que aponta turn over potencial voluntário de um quarto dos profissionais da área.

Dados da companhia apontam que 34% de todas as vagas abertas para executivos, no acumulado de janeiro a agosto de 2011, são para profissionais da área de finanças. De acordo com o presidente da DBM Brasil, Claudio Garcia, isso acontece também porque áreas como a de finanças, assim como jurídica, são muito técnicas e criam ambientes mais áridos, e não ligados diretamente a questões da essência da empresa. Outro fator é a rotina que domina essas atividades, com poucos projetos que diferenciam o dia a dia.

Comprovando o que foi dito por Garcia sobre as condições de trabalho dos executivos financeiros, o item 'falta de reconhecimento' é o terceiro mais votado quando a dúvida é "O que faria você deixar a empresa em que trabalha?". São 14% contra apenas 6% de média, de toda a pesquisa. O primeiro e segundo motivos são, respectivamente, 'falta de desafios e perspectivas de desafio profissional' e 'falta de perspectiva, crescimento e sustentabilidade da empresa'. O item 'remuneração inadequada' foi o menos votado, com apenas 5% das escolhas. 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Pequenas empresas devem gerar 76% das vagas formais

Estimativa do Sebrae aponta surgimento de 1,3 milhão de postos de trabalho até o fim do ano

As micro e pequenas empresas (MPE) devem gerar 1,3 milhão de empregos em 2011, segundo projeção do Sebrae com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged). Esse volume representa 76% dos 1,7 milhão de novos postos de trabalho esperados pelo Sebrae para 2011. A estimativa reflete o avanço registrado nos primeiros oito meses deste ano. Responsáveis por empregar 52% de todos trabalhadores com carteira assinada no país, elas estão contratando em ritmo mais acelerado do que médias e grandes companhias.

Dados recentes divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que, de janeiro a agosto deste ano, a participação das MPE representou 72,5% no número de novas contratações. Ou seja, de cada 100 empregos formais gerados, 72 estão em um micro ou pequeno empreendimento. Juntas, as empresas do Simples Nacional geraram 1,1 milhão de postos de trabalho no período.

"Não se pode imaginar o desenvolvimento do Brasil sem as micro e pequenas empresas. Por isso é tão importante que esses empresários sejam capacitados para uma gestão eficiente", ressalta o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.

Assim como aumentou o número de trabalhadores formais nos micro e pequenos negócios, também cresceu o volume de empresas formalizadas. De janeiro a setembro de 2011, 900 mil negócios se formalizaram, segundo dados da Secretaria da Receita Federal. Atualmente, há 5,4 milhões de micro e pequenas empresas e empreendedores individuais optantes pelo Simples - representam cerca de 99% das empresas brasileiras. Em dezembro de 2010 eram 4,5 milhões de negócios formais. Há exatamente dois anos, em setembro de 2009, o volume era de 3,3 milhões.

Boa parte desse aumento se deve à formalização de empreendedores individuais (EI). Criada em julho de 2009, a figura jurídica regularizou a situação de 1,6 milhão de trabalhadores por conta própria. A formalização ajuda esses empresários a crescer quando, por exemplo, permite que consigam crédito a juros mais baratos nos bancos.

A expressividade no mercado de trabalho ainda não é reproduzida, na mesma proporção, na produção de riquezas. As MPE respondem por 20% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse volume tende a crescer à medida que as empresas incorporarem políticas de inovação em seus processos, o que eleva a produtividade e aumenta o valor agregado dos produtos e serviços comercializados pelos pequenos negócios.

"Inovação aumenta a competitividade em empresas de qualquer porte, não é um tema apenas para grandes corporações. O Sebrae tem disseminado a inovação nos pequenos negócios no sentido amplo, focado em tecnologia, mas também em novos processos de gestão, redução de custos, design etc.", explica Barretto.

O investimento em inovação pode ajudar as MPE a se tornarem mais competitivas no mercado internacional. Em 2009, último dado disponibilizado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as micro e pequenas empresas exportadoras somavam 9.871, o que significava 44% do total de empresas que vendem para outros países. Apesar de representarem quase a metade das exportadoras, a participação delas no montante exportado pelo Brasil não passa de 2% em função do baixo valor agregado de seus produtos.

domingo, 2 de outubro de 2011

Redes sociais: homens pós-graduados são os que mais usam o LinkedIn, diz pesquisa

Levantamento da Vagas Tecnologia revela que homens utilizam o site como estratégia de recolocação profissional

O uso do LinkedIn por profissionais que buscam novas oportunidades no mercado de trabalho tem crescido cada vez mais. Neste quesito, os homens é quem costumam liderar as pesquisas, com 58% de usuários cadastrados. A constatação é de um recente levantamento da Vagas Tecnologia, divulgado na quinta-feira (29).

De acordo com o estudo, os homens que utilizam o site como estratégia de recolocação profissional são mais experientes, possuem mais de 30 anos (21%) e apresentam uma renda superior à dos demais usuários. “O rendimento mensal desse internauta encontra-se acima de R$ 3 mil (36%), enquanto que no Twitter e Facebook essa parcela chega a 13% cada”, informa a pesquisa.

Graduados são maioria
Outro dado relevante diz respeito à graduação do profissional. Segundo a Vagas Tecnologia, no LinkedIn os bacharéis e pós-graduados já somam 66% dos usuários do site, enquanto que no Twitter e no Facebook, os números apontados são de 46% e 44%, respectivamente.

“Trata-se de um público jovem, atento às novas tendências tecnológicas e disposto a conquistar uma posição no mercado”, diz o gerente de marketing e vendas da Vagas Tecnologia, Luís Testa. Na opinião dele, muitas empresas costumam pesquisar nesses sites informações extra-curriculares dos candidatos. "Tal atitude é uma forma de verificar se o comportamento daquela pessoa se adequa aos valores da empresa”, explica.

Ressaltando que a liderança masculina também se mantém em outros sites como o Twitter, por exemplo, no qual 52% dos cadastrados pertencem ao sexo masculino.

Exceção à regra
A avaliação constatou ainda que a única rede social em que as mulheres estão mais presentes que os homens é o Facebook. Na página de Mark Zuckerberg, fundador do site de relacionamentos, elas possuem um maior número de perfis pessoais: 51%.